| Paris, 17
de julho de 2003
A Federação Internacional de Ligas de Direitos
de Humanos (FIDH) condena veementemente o golpe de estado levado
a cabo pela Junta Militar de Salvação Nacional
no último dia 16 de julho de 2003. A Junta Militar tomou
proveito de uma viagem pessoal do Presidente da República
democraticamente eleito à Nigéria para tomar à
força o poder.
A FIDH condena a dissolução de todas as instituições
democráticas nacionais - anunciada pela Junta - e a prisão
do Primeiro Ministro e de outros membros do governo e do parlamento.
A FIDH reafirma sua irrevogável adesão aos princípios
democráticos e condena fortemente os modos de ascensao
ao poder que se dao em desrespeito à plena legalidade
constitucional.
Assim, a FIDH clama aos oficiais golpistas pelo re-estabelecimento
imediato da legalidade constitucional e pelo seu retorno às
respectivas repartiçoes militares, à fim de permitir
que o Presidente da República retorne da Nigéria
e re-assuma suas funções de Chefe de Estado democraticamente
eleito. A FIDH exige que os oficiais golpistas liberem imediatamente
ao Primeiro Ministro, assim como aos demais membros do Governo
e do Parlamento detidos ilegalmente.
Ademais, a FIDH encoraja todos os partidos a instaurar um diálogo
com o conjunto dos atores políticos e da sociedade civil
do país, a fim de que a paz seja brevemente re-instaurada.
Finalmente, a FIDH pede que todos os partidos se conformem às
normas fundamentais de direito humanitário e de direitos
humanos, notadamente as Convençoes de Genebra de 1949;
lembrando, em particular, a obrigação ali prevista
de proteger às populaçoes civis em quaisquer circunstâncias. |